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Brasil e China firmaram na última semana acordo para realizar transações comerciais com suas moedas, deixando o dólar de fora. A iniciativa visa diminuir a dependência do dólar e fortalecer as relações sino-brasileiras.

A parceria tem previsão para começar em julho de 2023 e será intermediada por uma instituição autorizada pelo governo chinês. A China é o maior parceiro comercial do Brasil, representando mais de 20% de todas as importações brasileiras e cerca de 1/3 de todas as exportações.

O acordo espera diminuir os custos das operações comerciais e estreitar as relações Brasil-China, bem como aumentar a circulação do yuan. O governo de Xi Jinping tem firmado parcerias semelhantes com outros países, como Arábia Saudita e Rússia, para o uso do yuan no comércio, aumentando as disputas comerciais e geopolíticas com os EUA.

O anúncio aconteceu durante o Simpósio de Negócios China-Brasil, que reuniu mais de 500 empresários de ambos os países, bem como autoridades nacionais.

Se você quer entender como esse acordo histórico pode influenicar no Comércio Exterior, fique até o final!

china

O que é o acordo comercial entre Brasil e China?

A China tem sido o principal parceiro comercial do Brasil desde 2009 e é uma das principais fontes de investimento estrangeiro no país. Em 2022, a corrente de comércio entre os dois países bateu recorde de US$ 150,5 bilhões, com as exportações brasileiras totalizando US$ 89,7 bilhões e as importações US$ 60,7 bilhões.

O tratado permitirá que as operações financeiras sejam feitas diretamente do real para o yuan chinês, sem precisar da moeda norte-americana. Com isso, espera-se um aumento da liquidez brasileira de yuan e uma expansão da moeda chinesa na reserva cambial do Brasil.

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No ano de 2021, a China se posicionou como o oitavo maior investidor no Brasil e o primeiro da Ásia, superando na lista o Japão, a Coreia do Sul e a Índia. O investimento estrangeiro direto (IED) chinês no Brasil aumentou em US$ 7,1 bilhões em relação a 2020, representando um crescimento de 31%.

Em contrapartida, o estoque de IED brasileiro na China aumentou 114% entre 2012 e 2021, destacando a crescente importância do país asiático como destino para as empresas brasileiras expandirem internacionalmente.

Assim, o Banco do Povo da China (PBC) divulgou em 2021 um relatório informando que há 27 “clearing houses” da moeda chinesa, o yuan, em 25 países, incluindo Estados Unidos, Alemanha, França, Canadá, Catar e Austrália. A primeira clearing house foi iniciada em Hong Kong em 2003.

Em janeiro de 2023, os bancos centrais do Brasil e da China assinaram um memorando para estabelecer uma clearing house no Brasil, que será gerenciada pelo ICBC, um banco escolhido pelo governo chinês.

A clearing house permitirá a compensação direta das divisas, possibilitando que empresários no Brasil recebam em yuan e troquem pela moeda local no mesmo banco.

O que está em jogo no novo acordo comercial?

O acordo é parte da agenda chinesa para reduzir a dependência do dólar e aumentar a circulação de sua própria moeda no mundo. O comércio entre Brasil e China gira em torno de US$ 150 bilhões, com o país asiático sendo o principal destino dos produtos do agronegócio brasileiro, representando 32% da pauta exportadora do país.

Dessa forma espera-se que haja uma redução nos custos das operações, uma vez que atualmente, para realizar pagamentos a exportadores chineses, um importador brasileiro precisa comprar dólares, que são então convertidos na moeda local pelos exportadores.

Segundo um relatório divulgado pelo Banco Central (BC) na sexta-feira (31), o yuan chinês se tornou a segunda moeda mais importante nas reservas internacionais brasileiras, ultrapassando o euro.

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Anteriormente ausente das reservas estrangeiras brasileiras até 2018, o yuan agora representa 5,37% do total (conforme dados de fim de 2022), ultrapassando a participação do euro, que é de 4,74%. Apesar disso, o dólar ainda é a moeda dominante, correspondendo a 80,42% do total das reservas internacionais brasileiras no final do ano passado.

Por isso, apesar da janela de oportunidades que o acordo proporciona, especialistas apontam que nem todos exportadores devem aderir à iniciativa automaticamente, no primeiro momento, já que a maioria dos produtos são cotados em dólar.

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